AZ-900 para engenheiros de dados: a base de nuvem que sustenta o Databricks
A AZ-900 é a prova de entrada do Azure. Para quem trabalha com Databricks no Azure, ela organiza a base que fica por baixo de todo workspace: assinaturas, identidade, rede e custo.
Eu sou Gabriel Henrique, Data Engineer, e trabalho com Azure e Databricks no dia a dia. Em março de 2026 conquistei a Microsoft Certified: Azure Fundamentals (AZ-900).
Ela é uma prova introdutória, e mesmo assim recomendo para quem já trabalha com dados na nuvem. O motivo é simples: muita dúvida de pipeline tem a resposta em um conceito básico de nuvem.
Os três blocos da prova
1. Conceitos de nuvem
Modelos IaaS, PaaS e SaaS, nuvem pública, privada e híbrida, modelo de consumo e o modelo de responsabilidade compartilhada: o que é dever da Microsoft e o que é dever do cliente.
2. Arquitetura e serviços do Azure
Regiões, zonas de disponibilidade, grupos de recursos, assinaturas e grupos de gerenciamento. Também entram os serviços de computação, rede, armazenamento e identidade.
3. Gerenciamento e governança
Microsoft Entra ID, controle de acesso por função (RBAC), Azure Policy, bloqueios de recurso e gestão de custos.
Onde isso aparece em um projeto de dados
- Assinaturas e grupos de recursos: todo workspace Databricks no Azure vive dentro de uma assinatura. Saber essa hierarquia ajuda a separar ambientes de desenvolvimento e produção.
- Identidade: quem acessa o storage e o workspace passa pelo Entra ID. Muitos erros de permissão em pipeline começam aqui.
- Armazenamento: o Lakehouse fica em contas de armazenamento do Azure. Entender redundância e camadas de acesso ajuda a escolher onde guardar cada dado.
- Custo: cluster esquecido ligado custa dinheiro. A parte de gestão de custos da prova muda a forma como você dimensiona compute.
Como estudar
O material gratuito do Microsoft Learn cobre a prova inteira. Meu conselho é estudar com o portal aberto: crie um grupo de recursos, aplique uma policy, dê uma permissão por RBAC e depois apague tudo. Ver o conceito funcionando fixa mais do que ler.
O próximo passo
Depois da AZ-900, o caminho natural para engenharia de dados é a DP-750 de Azure Databricks, que fiz em seguida. A base de nuvem facilitou bastante os temas de governança e deploy daquela prova.
Conheça os outros projetos no portfólio de Gabriel Henrique, Data Engineer. Eu sou Gabriel Henrique e escrevo sobre Azure, Databricks e engenharia de dados.