DP-750: como a certificação de Azure Databricks conversa com a minha migração de SAS
Passei na DP-750 (Implementing Data Engineering Solutions Using Azure Databricks) em setembro de 2026. Boa parte do conteúdo é o que eu faço todo dia migrando cargas para o Databricks.
Eu sou Gabriel Henrique, Data Engineer em um grande banco, e lidero a modernização de rotinas legadas em SAS para o Databricks no segmento Wealth Management. Em setembro de 2026 conquistei a Microsoft Certified: Azure Databricks Data Engineer Associate, emitida a quem passa na prova DP-750.
Neste artigo eu passo pelos temas da prova e mostro onde cada um aparece no meu trabalho.
O que a DP-750 cobre
- Lakeflow Declarative Pipelines para construir pipelines declarativos.
- Databricks SQL para consulta e consumo analítico.
- Governança com Unity Catalog.
- Otimização de performance.
- CI/CD com Databricks Asset Bundles.
Lakeflow Declarative Pipelines
Em um pipeline declarativo, eu descrevo as tabelas que quero e as regras de qualidade, e a plataforma cuida da ordem de execução, das dependências e do processamento incremental. As expectations deixam a regra de qualidade escrita junto da tabela: um registro inválido pode gerar alerta, ser descartado ou parar o pipeline.
Na migração de SAS, isso ajuda muito. Rotinas antigas costumam ter a validação misturada com a transformação. Separar as duas deixa claro o que é regra de negócio e o que é controle de qualidade.
Unity Catalog e governança
O Unity Catalog organiza os dados em três níveis, catalog.schema.tabela, e centraliza permissões e linhagem. Vindo de anos como Data Owner de um catálogo de dados, esse foi o tema em que me senti mais em casa.
Na prática, ele responde perguntas que antes davam trabalho: quem pode ler esta tabela, de onde ela vem e quem consome. Em um banco, essas respostas são exigência de auditoria.
Camadas canônicas e derivadas
O desenho que uso na migração tem uma camada canônica, com a versão confiável de cada entidade, e camadas derivadas para cada consumidor. Hoje os consumidores são o CRM legado e o Salesforce. As duas camadas ficam no Lakehouse, governadas pelo Unity Catalog.
Performance
Antes da certificação, eu já tinha cortado mais de 80% do tempo de processamento de ELTs legados com Spark no Databricks. A prova organiza esse conhecimento: layout de tabela Delta, clustering, compactação de arquivos pequenos e escolha de compute certo para cada carga.
CI/CD com Asset Bundles
Com os Databricks Asset Bundles, jobs, pipelines e configurações viram arquivos versionados no Git, com um alvo por ambiente (desenvolvimento, homologação e produção). A promoção para produção acontece por pipeline de CI/CD, e não por clique na interface.
databricks bundle validate -t dev
databricks bundle deploy -t prod
Isso é o que eu chamo de produtizar pipeline de ponta a ponta: do desenho e da modelagem até a promoção, a confiabilidade em produção e o monitoramento.
Dica para quem vai fazer a prova
Estude ligando cada tema a uma carga real. Pegue um job que você já conhece e pergunte: como ele ficaria declarativo, quem tem permissão nele no Unity Catalog e como ele seria promovido por bundle. Se você ainda não tem a base de nuvem, comece pela AZ-900.
No portfólio de Gabriel Henrique, Data Engineer você encontra os outros projetos e certificações. Eu sou Gabriel Henrique e escrevo sobre Databricks, governança e migração de legado.